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Projeto de extensão da Uemasul leva conhecimentos sobre os ODS à reserva do Ciriaco

A reserva foi criada em 1992 para proteger os modos de vida e ecossistemas associados à presença da palmeira babaçu.

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
06/06/2024 às 12h16
Projeto de extensão da Uemasul leva conhecimentos sobre os ODS à reserva do Ciriaco
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

O projeto de extensão “Objetivos de desenvolvimento sustentável: ações locais para a divulgação dos ODS 12 e 15 na reserva extrativista Ciriaco” foi aprovado pelo Programa Institucional de Bolsa de Extensão (PIBEXT) da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), e é desenvolvido pelo curso de Engenharia Agronômica, do Centro de Ciências Agrárias, campus Imperatriz.

Localizada no bioma Amazônia legal maranhense, a reserva extrativista do Ciriaco (RESEX) foi criada em 1992, no município de Cidelândia, com a finalidade de proteger os modos de vida e ecossistemas associados à presença da palmeira babaçu. Atualmente, a reserva possui uma área de 8.106,75 hectares, onde moram 350 famílias, distribuídas nos povoados do Ciriaco, Centro do Olímpio, Alto Bonito, Viração, Rua Nova e Vila Varajão.

O fruto da palmeira de babaçu é utilizado de muitas maneiras, com aproveitamento das camadas externas para fabricação de embalagens, adubo orgânico, artesanatos e como substituto de lenha; e da parte interna, as amêndoas, que são usadas para variados fins, nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. O óleo extraído do babaçu é um dos produtos que despertam maior interesse no mercado.

De acordo com o projeto, no território da reserva do Ciriaco foram observadas ações que contrariam o ideal extrativista, devido a parte das famílias não cumprirem as regras estabelecidas no Plano de manejo, documento que estabelece normas, restrições para o uso e ações a serem desenvolvidas para manejo dos recursos naturais. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) fazem parte da Agenda 2030, lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas tenham qualidade de vida em todo o planeta. São 17 objetivos e 169 metas que abordam os principais desafios de desenvolvimento enfrentados por pessoas no Brasil e no mundo.

As ações proporcionam aos professores e acadêmicos a oportunidade de se aprofundarem no conhecimento sobre os ODS e suas metas, especialmente o ODS 12: Consumo e produção responsáveis e o ODS 15: Vida terrestre; além de elaborar e executar ações para alcançar o que foi proposto na Agenda 2030.

Os acadêmicos participantes do projeto, a bolsista Ana Júlia Sousa Franco e os voluntários Gisele Coelho de Sousa, Carlos Eduardo Reis Silva, Daiana Isabel Pereira bandeira, Even Thayná Silva Sousa e João Victor Sousa Silva são orientados pela professora Isabelle Batista Santos, com o apoio da professora Alinne da Silva.

A acadêmica do 6º período de Engenharia Agronômica, Ana Júlia Sousa Franco afirmou que sua participação é uma das formas de adquirir mais conhecimentos. “Estar no projeto agrega de forma positiva, me permitindo abranger novas formas de conhecimento e implantar os ensinos que adquiro na faculdade e conseguir transmiti-los, de forma leve, mas ainda assim, importante, para as crianças de uma escola localizada em uma reserva”.

A divulgação da Agenda 2030 na comunidade, a troca de conhecimentos, a elaboração de um conjunto ações e a formação de agentes multiplicadores para o cumprimento das metas do ODS 12 e 15 são alguns dos objetivos do projeto.

Durante as visitas à reserva, 40 crianças, entre 7 e 10 anos, estudantes da escola Santa Tereza, são conscientizados sobre a importância de atitudes individuais para alcançar as metas dos ODS 12 e 15, por meio da troca de conhecimentos.

Fazem parte das ações, a divulgação das leis ambientais, diálogos sobre a diminuição do consumo e separação de resíduos, reutilização e reuso de embalagens, debate sobre a preservação do solo com incrementos naturais encontrados no local, técnicas de manejo para a produção de alimentos orgânicos, entre outras.

A professora Isabelle Batista Santos contou que a motivação foi o projeto do Dinter "Vulnerabilidade ambiental de Unidade de conservação na borda da Amazônia Maranhense: estudo de caso da reserva extrativista do Ciriaco", que também está sendo desenvolvido na RESEX do Ciriaco. “Durante o desenvolvimento do meu projeto, percebi a necessidade de aprofundar os conhecimentos dos discentes que estão envolvidos com a pesquisa, a respeito dos ODS e suas metas. E, principalmente sobre o ODS 12, que diz respeito ao consumo e produção responsáveis e o ODS 15, que trata sobre a vida terrestre, além de repassar esses conhecimentos para as crianças que se tornarão multiplicadores e partícipes da conservação do meio em que vivem”.

As reservas extrativistas são áreas utilizadas por populações tradicionais, com base no extrativismo, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. As reservas criadas em todo o país têm os objetivos de conservação, protegendo os meios de vida e a cultura dessas populações, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais.

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