Eleições 2026 Denúncia
Denúncia de assédio moral provoca saída coletiva na campanha de ACM Neto
Profissional teria sido alvo de gritos de um superior; episódio se soma a outros relatos e controvérsias envolvendo o candidato.
16/09/2026 10h29
Por: Herbert Rodrigues
Foto: Divulgação

Uma denúncia de assédio moral contra uma profissional da campanha de ACM Neto (União Brasil) teria provocado a saída coletiva de integrantes da equipe de produção.

 

Segundo informações divulgadas pela imprensa baiana, a funcionária teria sido alvo de gritos de um chefe subordinado ao candidato. Após deixar a campanha, ela teria sido chamada de volta pela coordenação, mas acabou dispensada pelo mesmo superior. Em protesto, colegas também teriam deixado o comitê.

 

O caso acrescenta um novo episódio ao histórico de denúncias e controvérsias envolvendo a postura de ACM Neto em situações relacionadas a mulheres.

 

Em 2017, a atriz e humorista Mônica Iozzi afirmou ter sofrido assédio durante uma entrevista realizada em 2010, no Congresso Nacional, quando trabalhava como repórter do CQC, da Band. Segundo o relato, ACM Neto teria segurado sua cintura. Iozzi disse que afastou a mão do então deputado e questionou a atitude.

 

Durante a atual campanha, em 28 de agosto, duas mulheres seminuas e com os corpos pintados apareceram sobre um minitrio durante um ato político em São Cristóvão, Salvador. O episódio provocou repercussão nacional, críticas e questionamentos na Justiça Eleitoral.

 

Outro caso ocorreu durante uma sabatina da TV Aratu, quando a jornalista Basília Rodrigues, do SBT News, questionou ACM Neto sobre Banco Master, Operação Overclean, relações políticas e problemas de Salvador. Após uma pergunta sobre a perda de população da capital baiana, perfis favoráveis ao candidato passaram a atacar a jornalista no chat da transmissão, inclusive com comentários sobre seu cabelo.

 

Também nesta campanha, imagens registraram uma apoiadora caindo durante uma aproximação de ACM Neto em um ato político em Cícero Dantas. O vídeo mostra o candidato se afastando enquanto a mulher vai ao chão.

 

Em 2018, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia denunciou o cancelamento de uma ação da campanha Respeita as Mina, voltada ao combate ao assédio contra mulheres no Carnaval, durante a gestão de ACM Neto na Prefeitura de Salvador.

 

Já em 2012, durante a campanha municipal, a então candidata Márcia Dantas (PP) acusou ACM Neto de tê-la chamado de “vagabunda” nos bastidores de um debate da TV Bahia. O episódio foi levado à Justiça.

 

Em 2011, a então deputada Rose de Freitas também denunciou ter sido alvo de gritos do parlamentar durante uma sessão presidida por ela. Integrantes da bancada feminina protestaram contra a atitude.