A Bahia passa a contar com um importante equipamento na luta contra o racismo e pela garantia de direitos. A Casa da Igualdade Racial foi inaugurada nesta terça-feira (2), no Pelourinho. A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) e o Governo Federal, pela atuação do Ministério da Igualdade Racial (MIR).
A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou a importância da integração entre Governo Federal e Estado na consolidação das políticas públicas para população negra. "A ideia é que nós possamos ampliar e fortalecer as ações que já são desenvolvidas pelos estados e municípios. A Casa Igualdade Racial foi instituída por decreto do presidente Lula e isso para nós é fundamental, porque é a possibilidade de a gente construir estratégias programáticas e territoriais de combate ao racismo em cada estado e município", destacou.
O espaço contará com uma equipe multidisciplinar oferecendo acolhimento humanizado, orientação jurídica e apoio psicossocial para vítimas de racismo. Também serão promovidas oficinas de empreendedorismo negro, atendimentos do programa de crédito CrediAfro, capacitação profissional e articulação com o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) para garantir o acesso a direitos fundamentais como saúde e educação.
"A Casa da Igualdade Racial é um equipamento multifuncional, porque tanto ela vai dispor dessa equipe destinada a atender as vítimas de racismo e intolerância religiosa, quanto também ela vai ser um centro irradiador das políticas públicas de promoção da igualdade racial. É uma casa de portas abertas, com uma equipe acolhedora", explica a titular da Sepromi, secretária Ângela Guimarães.
Para o vice-governador, Geraldo Júnior, o equipamento é mais uma iniciativa do Estado na garantia dos direitos. "Com a Casa da Igualdade Racial, a capital baiana se consolida como uma referência nacional em dignidade, proteção e reparação histórica para a população negra", pontuou.
A socióloga e ativista, Vilma Reis, ressaltou a relevância do espaço. " A coisa mais importante é que as pessoas de candomblé, as lideranças quilombolas e a juventude negra de Salvador e de todos os lugares da Bahia tenham uma casa de referência na capital. É muito importante, diante das situações que nós enfrentamos com o racismo, termos um lugar de atuação multiprofissional que acolha as denúncias, mas também um lugar de proposição, um lugar de nós pensarmos políticas públicas".
Funcionamento
A estrutura vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com profissionais das áreas de direito, serviço social, psicologia e comunicação. A Casa da Igualdade Racial também é um espaço aberto para a ocupação de movimentos, coletivos e associações comprometidas com a agenda antirracista na Bahia.
Repórter: Daza Moreira/GOVBA