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Museu Geológico da Bahia promove 1º encontro de colecionadores e exposição sobre a história da Terra

O Museu Geológico da Bahia (MGB), equipamento administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), realizou no último domingo (31) o 1º...

Herbert Rodrigues
Por: Herbert Rodrigues Fonte: Secom Bahia
01/06/2026 às 17h07
Museu Geológico da Bahia promove 1º encontro de colecionadores e exposição sobre a história da Terra
Foto: Eduardo Andrade/Ascom SDE

O Museu Geológico da Bahia (MGB), equipamento administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), realizou no último domingo (31) o 1º Encontro de Colecionadores de Minerais da Bahia. O evento reuniu geólogos, estudantes, pesquisadores, colecionadores e visitantes de diversas idades, incluindo crianças apaixonadas pelo universo das rochas e minerais. Na mesma ocasião, foi aberta a exposição "Cristais, Rochas e Tempo Geológico: a arte natural da Terra", em celebração ao Dia do Geólogo.

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Promovida pelo MGB em parceria com a Associação Baiana de Geologia (ABG), a iniciativa teve como objetivo aproximar a sociedade do patrimônio geológico baiano, incentivando a troca de experiências e conhecimentos entre especialistas e entusiastas das geociências.

A exposição, que fica em exibição até 19 de setembro,  apresenta parte da coleção particular do geólogo e colecionador Rafael Daltro. Natural de Salvador, ele iniciou sua trajetória ainda na infância, aos oito anos de idade. Frequentador assíduo do MGB, que definia como "o lugar mais legal do mundo", transformou a paixão em profissão. Cursou Geologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA), seguido por um estágio no próprio museu. Atualmente, Rafael atua há 14 anos na área de pesquisa e exploração mineral e reúne um acervo com cerca de 1.500 exemplares provenientes de diversas regiões do Brasil e do mundo.

“Esse evento é muito especial. É o primeiro encontro de colecionadores de minerais da Bahia. Eu já participei de encontro de colecionadores em outros estados como Minas, São Paulo e até fora do país, na Austrália. Reunimos um público muito interessante, desde colecionadores mais antigos até crianças que estão começando agora no colecionismo. É importante fomentar o colecionismo na Bahia, que é um estado que é uma potência mineral.”

Paixão que atravessa gerações

Entre os destaques do encontro estava Arthur, de apenas oito anos, que já cultiva uma coleção de minerais. Segundo ele, tudo começou quando encontrou uma ágata, peça que marcou o início de sua trajetória como colecionador. Desde então, a curiosidade cresceu e o jovem vem ampliando seu acervo com exemplares encontrados ao longo do tempo.

O estudante de Direito Bruno Almeida também participou da exposição apresentando parte de sua coleção. Colecionador desde os 11 anos, ele acumula mais de 600 peças e destaca que o interesse aumentou nos últimos anos, quando passou a buscar minerais de maior qualidade e diversidade.

De acordo com Bruno, o que mais chama sua atenção são as cores intensas e as formações cristalinas bem definidas. Entre os exemplares favoritos estão uma rubelita, variedade da turmalina, uma rara apatita de Minas Gerais e a suelita, mineral pouco conhecido no Brasil e encontrado principalmente na África do Sul.

Para o engenheiro geólogo Renato Andrade, a atividade de colecionar está diretamente ligada à profissão. Ex-minerador de barita e atual geólogo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA), ele destacou uma apatita de cristal hexagonal como uma das peças mais significativas de sua coleção.

“O mineral tem relevância estratégica por estar associado ao fosfato utilizado na produção de fertilizantes.” O geólogo ressaltou a importância de ampliar as pesquisas minerais no país para reduzir a dependência de importações em um cenário de instabilidade internacional.

Já o geólogo, engenheiro de segurança do trabalho e professor da UFBA Leonardo Mascarenhas explicou que: “priorizo minerais com procedência conhecida, especialmente aqueles originários de minas baianas. Entre minhas preferências estão os carbonatos e os óxidos, principalmente os de ferro, manganês e cobre”, diz.

Leonardo destacou que o colecionismo também reserva surpresas, já que exemplares de grande beleza e relevância acabam sendo incorporados ao acervo mesmo quando não faziam parte dos planos iniciais.

Educação e divulgação científica

Além de celebrar o Dia do Geólogo, o encontro reforçou o papel do Museu Geológico da Bahia como espaço de educação, pesquisa e divulgação científica. Ao reunir diferentes gerações em torno da geologia, a iniciativa mostrou como a curiosidade despertada por uma simples pedra pode se transformar em conhecimento, profissão e ferramenta de valorização do patrimônio natural baiano.

Funcionamento do MGB

Terça a sexta: 13h às 18h

Sábado e domingo: 13h às 17h

Fonte: Ascom/SDE

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