Polícia Distrito Federal
Policia Civil confirma identidade dos três técnicos de enfermagem suspeito de homicídio no DF
Segundo as investigações, um homem e duas mulheres são acusados de aplicar doses elevadas de medicação e até mesmo desinfetante.
20/01/2026 20h04
Por: Herbert Rodrigues Fonte: Correio da Bahia
Foto: Divulgação / Reprodução

Três técnicos de enfermagem foram presos suspeitos de assassinar pacientes internados no Hospital Anchieta, no Distrito Federal. Os suspeitos são Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. As identidades foram confirmadas pela Polícia Civil e pelo Conselho Regional de Enfermagem à TV Globo.

 

De acordo com a investigação, Marcos Vinícius seria o principal executor dos crimes. Ele chegou a negar participação em um primeiro momento, mas confessou na segunda-feira (20) após ser confrontado com imagens do circuito interno do hospital que mostram a ação. Marcela Camilly também admitiu envolvimento após ver as gravações.

 

Segundo a Polícia Civil, o trio é investigado por homicídio qualificado na morte de três pacientes: Miranilde Pereira da Silva, pelos três suspeitos; João Clemente Pereira, pelo técnico e uma das técnicas; e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, pelo técnico e a outra técnica.

 

As apurações indicam que Marcos aplicava doses elevadas de medicamentos nos pacientes, usando-os como veneno, e que em um dos casos chegou a injetar desinfetante na veia da vítima. As duas técnicas teriam atuado dando “cobertura” ao colega em dois dos três homicídios.

 

Na delegacia, Amanda e Marcela inicialmente negaram os crimes, mas reconheceram a participação ao ver as imagens do circuito interno. Marcela afirmou ainda que se arrependia de não ter impedido o colega.

 

O técnico Marcos trabalhava há cinco anos na área e, após a abertura da investigação interna, os três suspeitos foram demitidos do Hospital Anchieta. Marcos já havia sido contratado em outra unidade particular de Taguatinga, atuando em uma UTI pediátrica.

 

As investigações continuam para apurar se existem outras vítimas no Hospital Anchieta ou em outros hospitais em que o técnico tenha trabalhado.